O engenheiro e os COMPROMISSOS com a sociedade
 

Eduardo Barros Millem*

O engenheiro civil, no ato de sua formatura, presta o seguinte juramento: “Juro honrar o grau que solenemente recebo, exercendo a profissão de engenheiro civil com ética, dignidade e respeito à vida e ao meio ambiente. Com meu conhecimento científico e tecnológico, buscarei contribuir para o desenvolvimento socialmente justo do Brasil e para a prosperidade da humanidade.”
São palavras que envolvem muita responsabilidade e que merecem uma séria reflexão, principalmente nos dias atuais com o desenvolvimento tecnológico e com os serviços preenchendo as carteiras dos escritórios e das empresas de engenharia civil.
Exercer a profissão com ética significa exercê-la com obediência às demais palavras do juramento: dignidade, respeito à vida e ao meio ambiente. E, para isso, o profissional deve se manter atualizado com os novos avanços da ciência e tecnologia, não somente no seu trabalho específico, mas também no âmbito global, para que possa completar a parte final do juramento: contribuir para o desenvolvimento socialmente justo do Brasil e prosperidade da humanidade.
Como pode um engenheiro de estruturas viver somente de seus projetos sem tomar conhecimento de leis sendo votadas no Congresso Nacional e na Câmara de Vereadores de São Paulo, que desvirtuam as concorrências através de informações não divulgadas e roubam dinheiro dos contribuintes por meio de impostos não cobrados com a desculpa esfarrapada que isso é para o desenvolvimento de uma região? Então,  por que não cobrar o imposto e construir hospitais, escolas, remunerar melhor médicos e professores e comprar equipamentos modernos para a saúde e educação? Como pode o engenheiro ficar quieto e pecar por omissão não cumprindo seu juramento de “contribuir para o desenvolvimento socialmente justo do Brasil”?
O engenheiro deve estar preparado para o mercado global, atuando de maneira produtiva e consciente de seu papel de responsável técnico pelo crescimento da sociedade como um todo.
A Abece, como associação que se propõe a representar o engenheiro projetista de estruturas, tem seu código de conduta, que procura dar diretrizes para um trabalho respeitador do juramento feito na sua formatura.
                                                                                                                               

*Eduardo Barros Millen é presidente da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece)

 


sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Fonte: Estadão

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