Pequenas notas
Manifesto contra o Rodoanel em SP
• Nomes de peso assinam manifesto contra o trecho Norte do Rodoanel ‘Mário Covas’, exigindo uma avaliação ampla e cuidadosa do impacto das obras e dos prejuízos ambientais e econômicos que as desapropriações também provocarão. O argumento é de que a região da Serra da Cantareira e as áreas vizinhas abrigam hoje a maior floresta urbana do mundo e que sua conservação é “fundamental para o controle da poluição atmosférica da cidade de São Paulo”.
 
• Assinam o documento Aziz Ab’Saber, escolhido Intelectual do Ano pela União Brasileira de Escritores (UBE); o historiador Boris Fausto; Carlos Bocuhy, do Conselho Nacional do Meio Ambiente; Raquel Rolnik, relatora especial da ONU para o direito à moradia adequada; Rodolfo Geiser, engenheiro agrônomo e paisagista e outras personalidades.
 
Rodoanel em Teresina
Norbelino Carvalho, da superintendência de projetos do governo do Piauí, informa que  Teresina também terá o seu Rodoanel. Ele inclui uma ponte de 240 m de extensão sobre o rio Poti e uma ligação entre as BRs 343 e 316, destinada a reduzir o tráfego de caminhões pesados pela cidade. A obra, estimado em R$ 61 milhões, encurtará em 15 km as distâncias entre as saídas para as regiões Norte e Sul do Estado.
 
Ponte Salvador-Itaparica
Para quem ainda resiste em acreditar nessa obra, vão aí alguns dados: a ponte reivindicada para ligar Salvador a Itaparica, na Bahia, terá 12 km de extensão. O projeto básico foi selecionado por meio do chamado Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) e as obras poderão ser iniciadas em 2014, com conclusão prevista para 2018. Os recursos serão da prefeitura, do governo estadual e da iniciativa privada. Deverão ser aplicados, no empreendimento, cerca de R$ 7 bilhões.
 
Ponte Maurício Joppert
O Dnit informa que possivelmente só em dezembro do ano que vem é que deverá ser concluída a restauração da ponte Maurício Joppert, de 2.550 m de extensão, sobre o rio Paraná, que liga os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. Serão restauradas a superestrutura (tabuleiro e pavimento) a mesoestrutura (pilares) e a infraestrutura (tubulações). As obras foram iniciadas em março último sob a responsabilidade da Concrejato Engenharia. A obra, inaugurada em 1964, foi exemplo, na época, do bom desempenho do emprego da tecnologia do concreto protendido.
 
Sicepot-RS quer R$ 2 bi para rodovias

O engenheiro Nelson Sperb Neto, que acaba de assumir a presidência do Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Estado do Rio Grande do Sul (Sicepot-RS), diz que o Estado gaúcho necessita, no mínimo, de R$ 2 bilhões por ano para tornar viáveis os projetos rodoviários em andamento ou ainda a serem licitados. Ele espera que o Dnit retome os programas de melhoria da malha rodoviária federal.
 
De vento em popa
A energia eólica no Brasil vai de vento em popa. É a opinião de empresários do segmento da energia, ao informarem que é auspiciosa a notícia de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de aprovar recursos de mais de R$ 290 milhões para a instalação de cinco parques eólicos na Bahia. As 45 usinas eólicas já em operação no RS, CE e RN vêm respondendo por 794.334 KW de potência instalada.
 
“Casa Paulista”
O governador Geraldo Alckmin criou, no mês passado, via decreto, a Agência Paulista de Habitação Social “Casa Paulista”, que funcionará como “agente fomentador de habitação do estado”. Ela deve investir R$ 7,9 bilhões, entre 2012 e 2015, na construção de 150 mil moradias, e financiar, também, urbanização de favelas e regularização fundiária. Será um novo braço da Secretaria da Habitação do Estado, ao lado da CDHU. Aparentemente os dois órgãos não se conflitam.
 
Infraestrutura
Nelson Siffert, superintendente de infraestrutura do BNDES, informa que os empréstimos da instituição para empresas, destinados a obras de infraestrutura, devem registrar até outubro, aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. O banco dispõe, em carteira, de 395 projetos de infraestrutura, num volume total de R$ 199 bilhões. Daqueles projetos, 22 se referem à implantação de usinas hidrelétricas.
 
Na Bolívia
A Construtora OAS, que em dezembro próximo comemora 35 anos de atividades, está passando por uma experiência incomum, na Bolívia, onde constrói a estrada de 302 km que passa pelo Parque Nacional Isiboro Sécure. Do ponto de vista da engenharia não há problema, mas sob o aspecto político, as coisas, ao menos até meados deste mês, não estavam fáceis para a empresa brasileira, uma vez que indígenas da região se opunham às obras.   
 
No Peru
Até fins deste mês persistiam, misteriosas, no Peru, as circunstâncias em que ocorreu a morte do geólogo Mário Guedes, de São Paulo, e do engenheiro Mário Bittencourt, de Minas Gerais, que se encontravam naquele país a serviço da Leme Engenharia realizando levantamento topográfico em sítio escolhido para a construção de uma usina hidrelétrica. A Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE) vem acompanhando o caso e ajudando nas gestões para que a polícia do Peru não demore para apurar o caso.
 


sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Fonte: Estadão
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