Meta superada e desafios pela frente
 

Lonking quer ser a nº 1 nas importações da linha amarela; Meggadig anuncia a abertura de mais cinco filiais

José Sergio Rocha – Rio de Janeiro (RJ)

Com dezenas de clientes à mesa e uma escavadeira de 7,2 toneladas ao fundo, a Meggadig e a indústria chinesa Lonking festejaram em setembro, no Rio de Janeiro, a superação de uma meta: com quatro meses de antecedência, o braço carioca da Meggadig vendeu 60 equipamentos da linha amarela.
Por conta disso, Tianshu Di, gerente de marketing da Lonking para o mercado externo, anunciou a nova meta de sua empresa, com sede em Xangai, e da parceira, que tem matriz em Cabreúva (SP): “Agora queremos fazer da Lonking a marca mais vendida no Brasil entre as importadas. Este é um objetivo ambicioso, mas possível”, disse o executivo chinês.
Alexandre Ferreira, gerente comercial da empresa, observou que a soma de expertise tinha tudo para dar certo: “A Lonking é a segunda maior fabricante de escavadeiras, pás-carregadeiras e rolos compactadores da China. Produz 70 mil máquinas por ano. E já é a maior fabricante mundial de pás-carregadeiras, com mais de 15% do mercado global. Para 2012, a previsão é de que uma em cada cinco pás-carregadeiras tenha a marca Lonking. Quanto a nós, do Grupo Megga, maior importador brasileiro de máquinas operatrizes, temos tradição de 20 anos no mercado, para o qual já vendemos mais de 20 mil equipamentos”.
Indagado sobre como as parceiras se preparam para enfrentar a forte concorrência, o diretor André Vieira disse que, além da qualidade e do preço dos produtos, um diferencial importante virá com a ampliação das instalações da Meggadig: “Queremos oferecer a assistência técnica nº 1 do setor. Hoje mantemos mais de US$ 1 milhão de peças em estoque. Além disso, vamos abrir mais 20 pontos de venda e assistência técnica no Brasil inteiro. Nos próximos meses, serão inauguradas novas filiais em Curitiba, Porto Alegre, Joinville, Belo Horizonte e Salvador. E contamos com a Lonking, que mantém um time permanente no Brasil, no suporte técnico.
André Vieira disse ainda que a recente alta nas taxas de importação não preocupa o setor. “O aumento das taxas foi restrito ao setor automotivo, que estava com excesso de capacidade instalada e estoques muito altos. Por outro lado, o setor de máquinas está operando em plena capacidade. Faltam máquinas de construção para pronta entrega. O Brasil precisa das importadas para dar o salto de infraestrutura necessário nos próximos anos”, acrescentou o diretor da Meggadig.
Uma das sete divisões do Grupo Megga, voltada para a importação de máquinas para construção, a Meggadig surgiu em junho de 2010, instalando-se em Cabreúva (SP). Naquele semestre, vendeu 140 máquinas. Para 2011, estabeleceu a meta de comercializar mil equipamentos da linha amarela. Com isso, espera conquistar 5% do mercado brasileiro.
Em 2010, abriu suas primeiras filiais, em Recife e, depois, no Rio. Com a inauguração de seu ponto de venda carioca, em abril de 2011, apostou no aquecimento da demanda no estado, em razão das obras previstas para a Copa de 2014 e para Olimpíada de 2016, estabelecendo como meta a venda de 60 unidades até o fim deste ano. Foi uma aposta tímida: a marca foi batida em cinco meses e a nova meta para a filial carioca passou a ser o fechamento de 100 contratos em 2011.
A empresa projeta abrir em 2012 mais cinco filiais, nos estados do Sul, em Minas Gerais e na Bahia, mantendo a estratégia de concentrar suas vendas em quatro “famílias” de produtos: escavadeiras, pás-carregadeiras, minicarregadeiras e rolos compactadores.
 


sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Fonte: Estadão
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