O Empreiteiro inicia em 2012 a cobertura das obras mais expressivas em curso nas cinco regiões do País. Serão entrevistados contratantes, contratados, empresas de engenharia e representantes das entidades locais da construção e das comunidades beneficiadas pelas obras projetadas
A revista O Empreiteiro está preparando a programação editorial de suplementos regionais de modo a cobrir empreendimentos em andamento nas regiões Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul); Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo); Centro-Oeste (Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás); Nordeste (Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí e Maranhão) e Norte (Acre, Amapá, Roraima, Amazonas, Rondônia e Tocantins).
O plano dos suplementos direciona-se para a cobertura de obras locais, sem prejuízo da cobertura daquelas que estrategicamente se distingam no conjunto da economia e da infraestrutura nacionais. Serão enfatizados os investimentos municipais, estaduais ou federais, ou aqueles empregados pelas empresas estatais e pelos empreendedores privados da indústria e do comércio, nas diversas modalidades contratuais.
O trabalho abrangerá os projetos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC); o estágio atual das obras e os investimentos futuros para complementá-los. Da mesma forma, serão distinguidas as obras dos governos estaduais e do programa Minha Casa, Minha Vida, que estão sendo construídas em todas as regiões mencionadas, com recursos da Caixa Econômica Federal e que se destinam a reduzir o alto déficit de moradia constatado em todos os Estados brasileiros.
A ideia dos suplementos apoia-se nos dados reais do desenvolvimento de obras em todas as regiões brasileiras. De Sul a Norte e de Leste a Oeste, estão sendo realizadas obras que podem dar respostas às exigências das populações por melhores condições de abastecimento de água e esgotamento sanitário; redução da poluição em rios, lagos e córregos; melhoria nos transportes públicos; melhores estradas e construção de acessos nos eixos rodoviários e ferroviários e nos trechos urbanos; construção e ampliação de ferrovias; construção de portos fluviais e ampliação ou construção de novos terminais marítimos que facilitem as operações de importação e exportação; construção de eclusas para a solução da navegabilidade ao longo dos grandes trechos dos principais rios brasileiros; construção de hidrelétricas e ampliação da rede das linhas de transmissão, mediante sistemas capazes de prevenir blecautes e evitar prejuízos incalculáveis de que foram exemplos alguns dos apagões já registrados no País; construção de PCHs e aproveitamento de fontes alternativas que ampliem a matriz energética brasileira.
Os suplementos e as regiões
Em linhas gerais, os exemplos das obras por região, além daquelas locais, que os suplementos regionais devem cobrir, de forma sistemática, considerando as expectativas da população, dos usuários e das entidades setoriais, poderão ser os seguintes:
Região Sul. Continuidade das obras da BR-101 Sul, trecho entre Curitiba (PR) e Florianópolis (SC), duplicado há algum tempo, mas que tem sido recorrentemente danificado pelas chuvas periódicas regionais; outras obras rodoviárias, incluindo a da Régis Bittencourt (BR-116), sobretudo na região da Serra do Cafezal, no Estado de São Paulo; obras de contenção e de prevenção de enchentes em Santa Catarina; obras portuárias; os novos projetos viários de Curitiba; a ampliação das rodovias gaúchas; as obras no Porto do Rio Grande; os parques eólicos do Rio Grande do Sul e a ampliação da capacidade das usinas termelétricas locais.
Região Sudeste. As obras necessárias ao êxito da Copa do Mundo e, no caso da Olimpíada, aquelas projetadas para fazer o Rio de Janeiro retomar as iniciativas do prefeito Pereira Passos, no começo do século passado; a ampliação dos metrôs nas diversas capitais, sobretudo em São Paulo, e a experiência com a construção do monotrilho; a retomada dos grandes projetos arquitetônicos das estações desses empreendimentos; os investimentos em outros modais dos transportes urbanos; as obras contra enchentes em São Paulo e de prevenção contra catástrofes em áreas de risco, especialmente na região serrana do Rio de Janeiro e os polos industriais de Minas Gerais que concentram operações de mineração, abrangendo obras de logística nos portos de Tubarão (ES) e em Itaguaí (RJ).
Região Centro-Oeste. As obras de infraestrutura no entorno de Brasília e no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. O governo vem canalizando investimentos para a melhoria da BR-163 e outras estradas de menor extensão, mas estratégicas tendo em conta os polos industriais diversificados (fármacos, agronegócios, papel e celulose, indústria automobilística) que estão se instalando na região. E a retomada das obras da Ferrovia Norte-Sul e sua conexão com outras linhas ferroviárias.
Região Nordeste. Toda essa região está em processo de mudança no perfil econômico que a caracterizava tradicionalmente, estado por estado. A indústria turística cresce paralelamente ao crescimento de outros segmentos de atividades, impondo a necessidade de uma mexida profunda na infraestrutura correspondente. Nesse sentido, são importantes as obras de duplicação e ampliação da BR-101 Nordeste; as obras de energia, incluindo os parques eólicos; aquelas de mobilidade urbana nas nove capitais dos nove estados, sobretudo as ampliações dos sistemas dos metrôs e dos trens urbanos na Bahia, Recife e Fortaleza; os ambiciosos programas de expansão dos polos de Suape (PE) e Pecém (CE); as exigências de empresários e das populações locais para que as obras da Transnordestina não prossigam em ritmo lento, quase parando, como atualmente estão. E, na Bahia, o apelo pela conclusão da Via Expressa Baía de Todos os Santos.
Região Norte. A expectativa das populações dos antigos territórios, hoje Estados do Acre, Amapá, Rondônia e Roraima, e dos Estados do Amazonas, Pará e Tocantins, tem se voltado historicamente para a interligação e integração com o resto do País. Economia diversificada, hoje essa região assiste à construção de pontes, hidrelétricas, portos, e outras obras, reivindicando os resultados desses empreendimentos em favor deles próprios. A Amazônia não é mais um “território verde esquecido”, mas, com os demais Estados, uma ampla região que a revista O Empreiteiro já classificou, em uma de suas edições, como a última fronteira hidrelétrica do País.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Fonte: Padrão