Estaleiro Atlântico Sul amplia área de offshore
 
Com foco de atuação na produção de navios e plataformas, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, entrou em operação em setembro de 2008, com investimento de US$ 1,3 bilhão (R$ 2,08 bilhões). A atual capacidade de processamento é de 160 mil t de aço/ano. Em 2011, a empresa está ampliando o ESA com a construção da sua área de offshore, com investimentos adicionais de R$ 700 milhões.
Segundo informações do estaleiro, o faturamento do empreendimento passou de R$ 12,4 milhões em 2007 para R$ 248,9 milhões no ano seguinte, e a R$ 757,05 milhões em 2009. No ano passado, o montante foi de R$ 1 bilhão. Estão sendo gerados em torno de 10 mil empregos na planta industrial do estaleiro, sendo 7,4 mil diretos e 2,3 mil indiretos.
O terreno onde está instalado o EAS possui 1,620 milhão de m², área industrial coberta de 130 mil m² e um dique seco de 400 m de extensão, 73 m de largura e 12 m de profundidade. Quanto à área de cais, o Estaleiro Atlântico Sul possui um cais de acabamento com 730 m de extensão, equipado com dois guindastes de 35 t cada.
Os principais equipamentos utilizados pelo estaleiro são dois super guindastes do tipo Goliath. O estaleiro está concluindo o comissionamento do segundo guindaste desse tipo. Cada um deles tem capacidade de 1,5 mil t.
O uso dos dois guindastes simultaneamente reduz de forma expressiva o tempo de passagem dos navios no Dique Seco, já que proporciona uma capacidade de içamento de 2.700 t. Quando os equipamentos estiverem operando, o EAS poderá montar um navio Suezmax com menos de 20 blocos.
O EAS produz navios cargueiros – petroleiros, conteineiros, graneleiros, mineraleiros e de cargas gerais –, além de plataformas offshore, navios de perfuração e embarcações em geral para a indústria de óleo e gás.
A carteira atual de clientes conta com pedidos do Promef I (10 Tankers Suezmax e 5 Tankers Aframax) e do Promef II (4 Tankers Suezmax e 3 Tankers Aframax), da Transpetro. Além disso, o estaleiro é responsável pela construção do casco da plataforma P-55 da Petrobras e sete navios-sonda também da estatal. As encomendas totalizam US$ 8,1 bilhões.
Incentivos fiscais e as vantagens de logística do Complexo de Suape, associados à posição privilegiada de Suape para atender ao segmento de petróleo e gás, foram determinantes para que o EAS fosse instalado.
O complexo está numa posição estratégica em relação ao chamado Triângulo de Ouro, que tem como vértices o Golfo do México, a Costa Ocidental Africana e a região do pré-sal. São três áreas importantíssimas para o presente e o futuro da indústria do petróleo.
Outro motivo, segundo a empresa, foi a localização de Suape. O complexo está conectado às principais rotas de navegação, outro diferencial logístico importante. Além disso, há a disponibilidade de grandes áreas abrigadas numa região litorânea áreas com características propícias à instalação de um estaleiro. Os investimentos que vêm sendo realizados na infraestrutura do porto é outro ponto relevante.
 

Faturamento do Estaleiro Atlântico Sul

(em milhões R$)

 

2007

 

2008

 

2009

 

2010

 

12.407

 

248.992

 

757.050

 

1.000.000

 

 
Valor total das encomendas
US$ 8,1 bilhões
 
Capacidade produtiva
160 mil t/ano de aço


sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Fonte: Estadão

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